quinta-feira, fevereiro 12, 2026
No Result
View All Result
AO VIVO - 100.3
JP NEWS CAMPINAS 100.3
  • Home
  • Política
  • Esporte
  • Economia
  • Saúde
  • Educação
  • Home
  • Política
  • Esporte
  • Economia
  • Saúde
  • Educação
No Result
View All Result
Poder
Home Economia

Classe dominante brasileira entende o Estado como dela, diz Haddad

by Redação
fevereiro 7, 2026
in Economia
0
Classe dominante brasileira entende o Estado como dela, diz Haddad




“A classe dominante brasileira entende o Estado como dela, não é uma coisa nossa, é uma coisa dela.” A avaliação é do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participou de evento, na capital paulista, para lançamento de seu livro Capitalismo Superindustrial. Na ocasião, houve bate-papo com Haddad, Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis.

“Eu defendo a tese de que o Estado foi entregue aos fazendeiros como indenização pela abolição da escravidão”, afirmou Haddad. Para contextualizar, ele lembrou que o movimento dos republicanos começou em 14 de maio de 1988 – dia seguinte à assinatura da Lei Áurea -, e um ano depois logrou êxito.

Vitorioso, o movimento republicano “bota pra correr a classe dirigente do país e, no lugar dela, não põe outra coisa senão a classe dominante do país para cuidar do estado como se fosse seu. Nós estamos com esse problema até hoje.”

“Esse ‘acordão’ sob os auspícios das Forças Armadas, quando é colocado em xeque, a reação é imediata. Você não pode tocar nisso, você não pode tocar em nenhuma instância. Por isso que a democracia no Brasil é tão problemática e tão frágil, porque a democracia é a contestação desse status quo. E, quando ela estica a corda, a ruptura institucional pode acontecer”, concluiu o ministro.

 


São Paulo (SP), 07/02/2026 - Lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, do ministro da Fazenda Fernando Haddad, pela Companhia das Letras, com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo (SP), 07/02/2026 - Lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, do ministro da Fazenda Fernando Haddad, pela Companhia das Letras, com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Lançamento do livro Capitalismo Superindustrial, do ministro da Fazenda Fernando Haddad, pela Companhia das Letras, com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz, no Sesc 14 Bis. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil 

Capitalismo superindustrial

Lançado neste sábado, o livro de Haddad discute os processos que levaram ao atual modelo global do que ele chama de capitalismo superindustrial, marcado por desigualdade e competição crescentes. Haddad aborda temas como a acumulação primitiva de capital na chamada periferia do capitalismo, a incorporação do conhecimento como fator de produção e as novas configurações de classe.

Para o ministro, a desigualdade vai continuar aumentando. “A desigualdade, quando o estado mitiga os efeitos do desenvolvimento capitalista e organiza a sociedade em termos de desigualdade moderada, realmente as tensões sociais diminuem muito, é verdade”, disse.

“Mas, deixada à própria sorte, essa dinâmica leva a uma desigualdade absoluta. E quando isso acontece, você não está mais falando de diferença, você está falando de contradição e de processos contraditórios. E eu entendo que nós estamos nesse momento, nessa fase, em que a contradição está se impondo”, acrescentou.

A obra reúne estudos sobre economia política e a natureza do sistema soviético, realizados por Haddad nos anos 1980 e 1990, que foram revisados e ampliados. Com isso, a obra discute também os desafios colocados pela ascensão da China como potência global.

Processos no Oriente

“A ideia toda era tentar entender o que aconteceu no Oriente que podia se encaixar num padrão próprio de acumulação primitiva de capital – que não se confunde nem com a escravidão na América nem com a servidão no Leste Europeu -, mas que, à sua maneira, cada um de um jeito, chegou aos mesmos objetivos”, explicou.

Ele aponta que, ao contrário do que aconteceu no Leste Europeu e na América, as revoluções no Oriente foram antissistêmicas e antiimperialistas. “Ao contrário da escravidão e da servidão, o despotismo e a violência do estado serviram a propósitos industrializantes, o que não aconteceu nem no leste europeu, nem nas américas”, explicou.

“É curioso que, do ponto de vista interno, eram formas ultra violentas e coercitivas de acumulação de capital, mas do ponto de vista externo, tinha uma potência antissistêmica que apaixonava os povos em busca de liberdade e de emancipação nacional, e não de emancipação humana. Ou seja, nós estamos falando, sim, de uma revolução, mas não de uma revolução socialista e isso faz muita diferença”, acrescentou.

Em relação a questionamentos sobre o sucesso ou fracasso dos processos no Oriente, ele avalia que, do ponto de vista do desenvolvimento das forças produtivas e mercantilização da terra, do trabalho e da ciência, houve um avanço dessas sociedades. “Em relação aos ideias que motivaram os líderes revolucionários, aí você pode dizer que não atingiu seus objetivos”, disse, destacando a contradição explicitada nesses processos.



Fonte da notícia

ShareTweet
Redação

Redação

Mais da CBN Posts

Confiança da indústria recua pelo 14º mês consecutivo

Confiança da indústria recua pelo 14º mês consecutivo

by Redação
fevereiro 12, 2026
0

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 0,3 ponto em fevereiro, passando de 48,5 para 48,2 pontos, segundo...

Correios colocam 21 imóveis à venda em 11 estados

Correios colocam 21 imóveis à venda em 11 estados

by Redação
fevereiro 12, 2026
0

Os Correios iniciaram nesta quinta-feira (12) o primeiro leilão de imóveis próprios. A oferta inicial abrange 21 imóveis para venda...

Atividades turísticas no país crescem 4,6% em 2025 e atingem recorde

Atividades turísticas no país crescem 4,6% em 2025 e atingem recorde

by Redação
fevereiro 12, 2026
0

O Brasil terminou 2025 no maior nível de atividade turística em 14 anos. O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) fechou...

Setor de serviços cresce 2,8% em 2025, quinto ano seguido de alta

Setor de serviços cresce 2,8% em 2025, quinto ano seguido de alta

by Redação
fevereiro 12, 2026
0

O setor de serviços ─ que reúne atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza e tecnologia da informação ─...

Banco do Brasil tem lucro de R$ 20,68 bilhões em 2025

Banco do Brasil tem lucro de R$ 20,68 bilhões em 2025

by Redação
fevereiro 11, 2026
0

O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões em 2025, queda de 45,4% em relação ao...

Motiva faz melhor oferta e vence leilão da Fernão Dias

Bolsa volta a bater recorde e encosta nos 190 mil pontos

by Redação
fevereiro 11, 2026
0

Em mais um dia de euforia no mercado financeiro, a Bolsa de Valores de São Paulo voltou a bater recorde,...

Next Post
TV Brasil exibe Paysandu x Remo neste domingo, às 16h50

TV Brasil exibe Paysandu x Remo neste domingo, às 16h50

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jovem Pan News Campinas 100.3

© 2026 - Todos os direitos reservados

Siga-nos

No Result
View All Result
  • Home
  • Política
  • Esporte
  • Economia
  • Saúde
  • Educação